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A epístola, ou carta, aos Romanos ('προσ ρωμαιουσ'), o sexto livro do Novo Testamento, cuja autoria os estudiosos da bíblia concordam em atribuir a Paulo de Tarso, foi escrita por este durante a terceira viagem missionária, quando ficou três meses em Corinto, na Grécia, hospedado na casa de Gaio ('γαιος'), pouco antes de seu retorno a Jerusalém em 57/58 d.C. (At 20,3), para explicar como a salvação é oferecida por meio de Jesus Cristo, e parece ter sido transcrita pelo escriba Tércio ('τερτιος') de Icônio. É a primeira e a mais longa das epístolas paulinas, e é considerada a epístola com o mais importante legado teológico.

Epístola aos Romanos
DataçãoInverno de 55/56, ou 56/57 (B.Pastoral)
Local(Corinto)
AutorPaulo ('παυλος') de Tarso ταρσω
Gênero literárioEpístola teológico-pastoral
LinguaGrego
Conceitos
relacionados
A Salvação vem pela Fé
Finalidade
motivação
corrigir falsas interpretações a respeito da pregação entre os pagãos, levadas a Roma, provavelmente, por cristãos, e judeus, judaizantes (Rm 16,17-18)

IntroduçãoEditar

É desconhecida a origem desta comunidade cristã, assim como também é desconhecida sua situação, ou contexto, nessa época, na cidade de Roma. A única fonte de informações é a própria carta.

Provavelmente cristãos, provenientes da Palestina e da Síria, formaram essa comunidade que logo se tornou conhecida em todas as partes do império.

Em 49 o imperador Cláudio, por meio de um edito, expulsa de Roma os judeus, e muito provavelmente os cristãos também. Prisca ('πρισκαν'), também conhecida pelo diminutivo Priscila ('πρισκιλλαν'), e Áquila ('ακυλαν'), casal judeu-cristão, são vítimas dessa expulsão que, dirigindo-se à Corinto, acabam por encontrar Paulo (At 18,1-3), em sua segunda viagem missionária (50-52 d.C.). Por eles é informado a Paulo sobre a situação dos cristãos em Roma. Isso deve ter motivado Paulo, que passa a planejar visitar pessoalmente a comunidade. Quando, na terceira viagem (57-58 d.C.), novamente se encontra em Corinto (At 20,1-3), faz planos de ir até Roma, e com a ajuda destes chegar a Espanha. Para tanto, escreve preparando a comunidade romana para sua visita tão desejada (Rm 15,14-29).

Foi provavelmente escrita quando a coleta de dízimos para Jerusalém tinha sido montada e Paulo estava prestes a ir a Jerusalém, ou seja, no final de sua segunda visita a Grécia, durante o inverno que precedeu a sua última visita a essa cidade, o que nos coloca no final de 55, 56 ou 57.

Essa epístola parece ter uma finalidade bem precisa: corrigir falsas interpretações a respeito da pregação entre os pagãos, levadas a Roma, provavelmente, por cristãos, e judeus, judaizantes (Rm 16,17-18).

Paulo, de maneira ordenada, serena e aprofundada, expõe a mesma doutrina, exposta anteriormente, na epístola aos Gálatas: a gratuidade da salvação pela fé. Opõe o Cristo Justiça de Deus à justiça que os homens pretendiam merecer por seus próprios esforços, para mostrar que só Deus é fonte de salvação, por meio de Jesus Cristo, e que ele não salva apenas os judeus, mas toda a humanidade pecadora. Para merecer a salvação, há uma só condição: acreditar em Jesus Cristo, manifestação do amor de Deus aos homens, e se seja seu discípulo. O Espírito Santo de Deus age no homem, já anistiado, construindo nele uma nova vida, que destrói o pecado.

Paulo busca mostrar aos cristãos e judeus de Roma, e a nós, que não é a lei que salva, por melhor que seja, mesmo a judaica, uma vez que não é capaz de destruir o pecado. Apenas a fé que temos em Jesus Cristo é que nos insere no âmbito da graça e nos possibilita construir, no Espírito, a humanidade nova. Essa epístola representa uma bela síntese da doutrina paulina, embora não seja uma síntese completa, nem seja de toda a doutrina.

EstruturaEditar

  • 1,1-17: Introdução e tese;
  • 1,18-4,25: Judeus e não-judeus (toda a humanidade) em dívida universal com Deus e justificados pela fé;
  • 5-8: A salvação universal por Cristo e as consequências disso;
  • 9-11: A salvação dos judeus;
  • 12,1-15,13: A vida cristã: orientações práticas;
  • 15,14-16,27: Conclusão e anexos

PessoasEditar

  • Febe ('φοιβην'), suposta portadora da carta, diaconisa de Cencreia;
  • Prisca ('πρισκαν', literalmente velha), também conhecida pelo diminutivo Priscila ('πρισκιλλαν', velhinha) e Áquila ('ακυλαν'), colaboradores que o haviam salvo em Éfeso;
  • diversos que são saudados:
    • Epêneto ('επαινετον'), o primeiro fruto da Ásia para Cristo;
    • Maria ('μαριαν'), que trabalhou muito por vocês;
    • Andrônico ('ανδρονικον') e Júnia ('ιουνιαν'), meus parentes e companheiros de prisão; eles são apóstolos importantes e se converteram a Cristo antes de mim; (apóstolos em sentido lato)
    • Amplíato ('αμπλιατον'), meu caro amigo no Senhor;
    • Urbano ('ουρβανον'), nosso colaborador em Cristo;
    • Estáquis ('σταχυν'), que lhe é caro;
    • Apeles ('απελλην'), que provou ser bom cristão;
    • familiares de Aristóbulo ('αριστοβουλου');
    • Herodião ('ηρωδιωνα'), meu parente;
    • cristãos da família de Narciso ('ναρκισσου');
    • Trifena ('τρυφαιναν') e Trifosa ('τρυφωσαν'), que trabalharam pelo Senhor;
    • Pérside ('περσιδα'), que trabalhou muito pelo Senhor;
    • Rufo ('ρουφον'), talvez o filho de Simão Cirineu. (Mc 15,21), o eleito do Senhor, e sua mãe, que é minha também;
    • Asíncrito ('ασυγκριτον'), Flegonte ('φλεγοντα'), Hermes ('ερμην'), Pátrobas ('πατροβαν'), Hermas ('ερμαν') e os irmãos que vivem com eles;
    • Filólogo ('φιλολογον') e Júlia ('ιουλιαν'), Nereu ('νηρεα') e sua irmã, e também Olimpas ('ολυμπαν') e todos os cristãos que vivem com eles;
  • diversos que mandam saudações:
    • Timóteo ('τιμοθεος'), Lúcio ('λουκιος'), Jasão ('ιασων') e Sosípatro ('σωσιπατρος');
    • Tércio ('τερτιος'), provavel escriba da carta;
    • Gaio ('γαιος');
    • Erasto ('εραστος', Erastro? na B. Jerusalém) e Quarto ('κουαρτος')
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